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José Luís Castro, CEO do Grupo Sotecnisol, participou numa entrevista dedicada ao futuro das Smart Cities, onde partilhou a visão do Grupo sobre a importância da eficiência energética, da inovação e da sustentabilidade na construção das cidades do futuro.

Para José Luís Castro, “uma Smart City é um ecossistema urbano que integra de forma inteligente as suas infraestruturas físicas com tecnologia e soluções inovadoras”, indo além da simples digitalização. Esta perspectiva reforça a ideia de que o futuro urbano depende da articulação entre construção, energia e inovação, numa lógica integrada e orientada para a sustentabilidade.

Neste contexto, a eficiência energética surge como um dos pilares centrais. O responsável destaca que “não se trata apenas de digitalização, mas de usar a inteligência para otimizar a gestão de recursos”, sublinhando a necessidade de repensar a forma como edifícios, redes e sistemas urbanos consomem energia. Esta abordagem torna-se particularmente relevante num cenário marcado pelas alterações climáticas e pela crescente pressão sobre os recursos naturais.

Entre as soluções concretas, o armazenamento de energia assume um papel transformador. “As baterias de armazenamento permitem que um edifício armazene a energia solar produzida durante o dia para a consumir à noite”, explica José Luís Castro, evidenciando como estas tecnologias potenciam o autoconsumo e reduzem a dependência da rede elétrica. Ao mesmo tempo, contribuem para a estabilidade do sistema energético, um fator crítico à escala urbana.

A eficiência dos edifícios é outro eixo determinante. “As nossas soluções de isolamento e as fachadas inteligentes reduzem o consumo de energia para aquecimento e arrefecimento”, afirma, apontando para uma das principais fontes de consumo energético nas cidades. Ao melhorar o desempenho térmico, estas soluções não só diminuem o impacto ambiental, como também aumentam o conforto dos utilizadores.

Do ponto de vista do cidadão, os benefícios são tangíveis no quotidiano. “Edifícios inteligentes e mais bem isolados significam temperaturas mais estáveis e faturas de energia mais baixas”, refere o CEO, acrescentando que os sistemas de domótica permitem um controlo mais direto e personalizado dos espaços. Esta integração tecnológica traduz-se numa experiência urbana mais eficiente, confortável e adaptada às necessidades individuais.

Ainda assim, a transição para modelos de Smart City enfrenta desafios significativos. “Os maiores desafios podem surgir com a demora dos licenciamentos e o investimento inicial”, alerta José Luís Castro, evidenciando barreiras estruturais que exigem resposta coordenada entre setor público e privado. Apesar disso, a visão é clara: “as cidades do futuro serão ecossistemas descarbonizados, circulares e resilientes”, onde edifícios inteligentes, energia renovável e mobilidade elétrica se articulam para redefinir o ambiente urbano.

A par destas transformações, destaca-se ainda a importância de uma abordagem integrada desde a fase de construção. Como refere José Luís Castro, “toda esta abordagem assenta numa base de sustentabilidade material”, promovendo a utilização de soluções e materiais que reforçam a economia circular. Mais do que intervir sobre o existente, trata-se de garantir que as cidades do futuro são pensadas de raiz com critérios de eficiência, durabilidade e responsabilidade ambiental, assegurando um impacto positivo a longo prazo.

Leia a entrevista completa aqui.